A resistência dos pastores em rejeitar a obrigação do Dízimo.

segunda-feira, 27 de junho de 2016

Para quem tem um certo conhecimento mais aprofundado do Evangelho, sabe muito bem que o Dízimo (ou seja, 10% do que se ganha) que se cobra nas congregações não é do Cristianismo.

Se quiser saber mais sobre clique aqui.

De forma sucinta, citaremos aqui alguns dos motivos:

- O Dízimo é citado em Malaquias, um livro pertencente ao Antigo Testamento, logo, Antiga Aliança. O Cristianismo pertence à Nova Aliança.

- O livro de Malaquias é direcionado a Israel (contra ele) e, detalhe, não existia Igreja, uma vez que a Igreja é composta daqueles que são lavados e remidos pelo sangue de Jesus. Se Jesus não tinha vindo ainda e nem mesmo derramado o seu sangue, logo também não existia igreja.

- O dízimo só poderia ser recolhido pelos sacerdotes levitas e eles deveriam cobrar do povo de Israel. A Igreja não pode cobrar dízimo, já que não são da tribo de Levi (na verdade, nosso Rei veio da tribo de Judá) e também não tem a quem pagar dízimo, já que dentro da Igreja também não tem sacerdote levita. E até mesmo, se por um acaso, um irmão é de descendência judaica, o mesmo ao se tornar cristão deixa a Lei e passa para a Nova Aliança.

- A desculpa de que Abraão deu o dízimo e que ele é foi imposto antes da Lei também não é válida. Uma vez que o dízimo dado por Abraão nada mais é do que uma oferta de 10 por cento, já que não era lei e nem mesmo houve uma cobrança, diferente do Dízimo da Lei. Abraão deu de coração, não por obrigação.

- Em Mateus 23:23 quando Jesus dizia para cumprir a parte da lei que eles não cumpriam, sem descumprir a outra parte (no caso, o dízimo) Jesus fala aos Judeus - que estavam sob a Lei, uma vez que Jesus ainda não tinha morrido.

Essas são apenas algumas das razões pelas quais o Dízimo como obrigação que é feito hoje nas congregações não é do Cristianismo.

Mas por que mesmo que sabendo disso, muitos pastores se recusam a abolir a obrigação do Dízimo?

Bem, eu posso supor alguns motivos, e creio que esses são verdadeiros para muitos "pastores".

O primeiro motivo: Desconhecimento. Sim, muitos ainda sequer sabem disso.

O segundo motivo é o mais horrível e é bem dos falsos profetas, falsos pastores e falsos mestres. O dízimo é uma fonte de renda que satisfaz seus próprios prazeres. É com esse dinheiro que eles podem acumular riquezas fazendo exatamente o contrário do que Cristo ensina - que não devemos acumular riquezas na Terra. Eles acumulam com o dinheiro alheio. 

Terceiro, o Dízimo é uma renda garantida para pagar as dívidas da congregação como água, energia, aluguel. Dívidas feitas pelos líderes e não pelos liderados, mas que têm que arcar com isso. 
Sem isso, muitos teriam que viver pela fé e acreditar que seus membros ofertariam mesmo que não fossem obrigados a pagar por nada - ou seja ofertar por amor.
Obviamente, sabendo da possibilidade de no final não terem a quantia desejada, teriam que pagar do próprio bolso. 

Claro que há alguns que poderiam dar a desculpa de que não tem suficiente para isso, logo, eles preferem cobrar indevidamente o dízimo e colocar o fardo pesado da Lei sobre o irmãos ao invés de abrir mão de um conforto que por quaisquer razões não podem pagar e esperar pela providência de Deus.

O quarto motivo. Medo. Sabemos que a mais alta liderança de muitas congregações no Brasil dificilmente iriam abolir o Dízimo, mesmo se soubessem a verdade. Afinal, sem dinheiro não se tem poder neste mundo. E os pastores subordinados por medo de serem expulsos, mesmo que saibam, ainda permanecem no erro.

Outro motivo é a Tradição. As pessoas cresceram e acreditaram por anos e anos nessa mentira. Elas aprenderam e sua alma absorveu a lei de que se não der o Dízimo, estariam roubando a Deus. Uma lei que foi impregnada dentro do coração e só Deus pode libertar.

É triste e vejo casos assim. Pregamos e explicamos, mostramos na Palavra, mas mesmo diante de tudo, as pessoas preferem acreditar em uma tradição e no que a maioria diz do que na Palavra. 

Criticam os religiosos por seguirem tradições que não estão na bíblia, mas também seguem tradições que não estão no Cristianismo. Não somente o dízimo, como outras doutrinas de homens que foram inseridas nas congregações ditas cristãs. 

Afinal, pregar contra a Lei do Dízimo é uma tarefa difícil, exige preparo e Poder de Deus, uma vez que sustenta todo um sistema, onde deixar de dar 10% do que se ganha é um grande pecado e uma grande infidelidade, até motivo para ser jogado no inferno, mas sentir inveja e falar mal dos ditos irmãos é algo que não tem nenhuma importância. 

Amados, os verdadeiros peregrinos cristãos tem uma árdua luta pela frente.

 A paz.









Irmãos! Meus queridos irmãos!

sábado, 8 de novembro de 2014

Essa postagem tem esse título curioso, pelo simples fato de me sentir grata por ter irmãos em Cristo. E essa gratidão e felicidade por isso tem uma razão. Mas primeiramente vamos ao início...

Sou uma jovem que normalmente vê e pesquisa sobre os Cristãos na Terra. Procuro muitas vezes algum bom exemplo que chamou a atenção para eu me alegrar com isso. Sim, porque um bom testemunho vale mais que palavras. Mas raras as vezes tenho encontrado pessoas de fato Cristãs.

Mas alguém pode dizer. 
- Você diz que no Brasil raramente se vê Cristãos? É só chamar alguém na rua e perguntar se ele é cristão e você terá uma resposta afirmativa.

Certo, então vamos dizer o que é de fato um cristão. 
Cristão foi uma denominação dada aos seguidores de Cristo que evangelizavam na época dos apóstolos. 

Mas o que é ser um Cristão de verdade?

Antes de tudo ser Cristão não é se dizer Cristão.
Não é por que alguém diz que é Cristão que ele é Cristão! 
São as atitudes juntamente com o modo de falar que mostra se ele é Cristão ou não. 
E isso gera uma confusão na mente das pessoas...
Não é tão raro ver uma reportagem assim:

"Cristãos mataram pessoas no país tal..."

Eu leio a reportagem e penso.
MENTIRA.

Por quê? É impossível para um cristão matar! 

"Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais." Efésios 6:12

"Mas a vós, que isto ouvis, digo: Amai a vossos inimigos, fazei bem aos que vos odeiam; Lucas 6:27

E eu poderia citar versículos e mais versículos um atrás de outro atestando como um cristão se comporta. Um verdadeiro cristão, não uma pessoa que se diz cristã.

É impossível para um cristão matar, porque a partir do momento em que ele desejou matar, ele deixou de ser cristão, se é que ele era, porque isso também é totalmente e completamente questionável. E, além de tudo, ao se tornar um cristão de fato, ele recebe o Espírito Santo, o mesmo que há e havia em Jesus quando esteve aqui na Terra.

Obviamente, reportagens assim maculam a imagem do cristão. E sim, os verdadeiros acabam sofrendo injúrias e comentários ofensivos por causa dos falsos. Mas não desanimemos, entreguemos tudo a Deus, por que a seu tempo seremos recompensados.

Mas a razão da minha postagem hoje não é esse fato triste, e sim o fato de que mesmo sendo raro encontrarmos cristãos hoje em dia, recentemente me deparei com um deles em uma discussão calorosa entre uma pessoa que defendia a Lei de Moisés e ele que defendia a Graça. Sim, fiquei feliz porque pela primeira vez em algum tempo, não via alguém que tinha tanto conhecimento da Graça de Deus e das revelações divinas. E isso me fez lembrar de outro fato da minha vida.

Um dia, ainda adolescente, indo para a escola, me senti triste e até mesmo angustiada. Eu pensava em como era difícil realmente encontrar pessoas que de fato seguiam a Jesus com toda a sinceridade do seu coração. Era, e é, tão comum ver pessoas que se dizem irmãos maldizendo outros irmãos, pessoas que se dizem cristãos indo à igreja não para cultuar, não para adorar, mas para exigir, sim, essa é a palavra, exigir que Deus, que por ser o Dono do ouro e da prata, lhe concedesse bens materiais. E, nas igrejas onde normalmente eu visitava, era tão comum ver a falta de comunhão. As pessoas vão a igreja e nem mesmo se dão ao trabalho de conhecer o outro, saber o que tem passado, se está tendo necessidade de algo, e dessa forma, se oferecer para ajudar... 

Na época, e ainda hoje, congrego em uma igreja que tem pouquíssimos membros. E sim, a maioria que passava por lá, quando via que não buscávamos prosperidade e sim adoração, o amor e a santidade, e principalmente compartilhar o que temos com os irmãos, acabavam por sair. E naquela época, eu me entristeci e pensei:

"Senhor, será que apenas nós queremos de fato te seguir? Será que apenas nós somos cristãos? Será que apenas nós não nos corrompemos diante da tão conhecida doutrina da prosperidade em que todos buscam apenas os bens materiais?" 

Obviamente, a resposta seria "não". Mas na minha ingenuidade e de tanto ver maus exemplos ao redor, eu realmente cheguei a pensar assim.

E me lembro de estar tão triste a ponto de querer chorar. Saber que apenas um pequeno número de pessoas estariam interessados em servir verdadeiramente a Deus, me entristeceu profundamente. Mas naquele exato momento veio a mim a voz de Deus ao meu coração:

“Reservei para mim sete mil homens que não dobraram os joelhos diante de Baal!” 

Sim, foi essa a palavra, e recentemente pude comprovar. Os cristãos de fato são poucos, mas existem. Em todos os lugares do mundo, em várias partes do país, eles estão lá. Perseverando para se manterem firmes na verdadeira doutrina. Buscando a espiritualidade em detrimento do que é material e visível. Procurando compartilhar o que tem com os irmãos. Objetivando ser um bom exemplo no trabalho, na faculdade, na vizinhança, tudo a fim de não envergonhar o nome do Senhor. Ouvindo injúrias, sendo perseguidos, mas sem revidar. Em algum lugar, eles estão lá. Muitas vezes misturados em multidões que dizem servir a Deus, mas não servem com um coração sincero. E eu agradeço a Deus por esses "sete mil". Saber que mesmo sendo poucos, existem irmãos que pensam como eu, que servem como eu, que se esforçam e confiam em Deus também, me deixa imensamente feliz. E principalmente saber que um dia, todos nós estaremos juntos com nosso Pai e com nosso Senhor, longe de sermos injuriados, maltratados, desprezados; longe da maldade humana e do egoísmo e crueldade. Todos nós, irmãos, estaremos lá. E não vejo a hora de poder conhecer a cada um de vocês.

A paz seja com todos os meus queridos irmãos, aos quais amo verdadeiramente. A paz!

A Lei e a Graça (O Sábado e Cristianismo)

segunda-feira, 23 de setembro de 2013


Há um desconhecimento quase total por parte dos evangélicos, que muitas vezes ainda não são cristãos, sobre a lei e a graça. Muitos ao aceitarem Jesus, se é que o aceitam de verdade, não são esclarecidos sobre as diferenças entre a Nova e a Antiga Aliança.

Existe uma razão clara porque a bíblia é dividida entre novo e velho testamento. Trazendo para o lado humano, se um homem faz um novo testamento, sendo que já havia feito um outro anteriormente, qual deles vai valer perante a lei humana? Se você falar com até mesmo pessoas leigas em Direito elas vão falar que se estiver tudo correto o testamento que vale é sempre o mais novo, não é?

Infelizmente, muitos ditos evangélicos ainda não perceberam essa simples diferença. O novo testamento é o testamento que vale. É o atual e é o que vale para os Cristãos. Nesse caso, vamos apenas mudar a nomenclatura, e chamaremos de Antiga e Nova Aliança. 

E por que é apenas essa que vale para os Cristãos?

 A Antiga Aliança foi feita com Moisés. As leis principais (os 10 mandamentos) e todas as outras leis foram dadas no tempo de Moisés. E foi feita exclusivamente para os JUDEUS. Então se você não é Judeu, essa lei não é para você. 

Vamos ao versículo que diz que essa lei foi dadas aos judeus:

 Deuteronômio 5:
1 - E chamou Moisés a todo o Israel, e disse-lhes: Ouve, ó Israel, os estatutos e juízos que hoje vos falo aos ouvidos; e aprendê-los-eis, e guardá-los-eis, para os cumprir.
2- O Senhor nosso Deus fez conosco aliança em Horebe.
3- Não com nossos pais fez o Senhor esta aliança, mas conosco, todos os que hoje aqui estamos vivos.

Moisés, antes de citar os mandamentos que foi dado a ele, afirmou: Não com nossos pais fez o Senhor esta aliança, mas conosco, todos os que hoje aqui estamos vivos.  

 No versículo 44 do mesmo capítulo:

Esta é, pois, a lei que Moisés propôs aos filhos de Israel.
No livro está claramente dito, a lei que Moisés propôs aos filhos de Israel. Não aos gentios (aqueles que não descendem segundo a carne dos judeus), não aos cristãos, mas está claramente escrito, aos FILHOS DE ISRAEL.

Outra coisa que devemos observar é: Quando essa lei passou? 
 Alguém pode dizer:
 Mas a lei não pode passar, pois até há um versículo que diz que nem um til passará da lei.

 Vamos ao versículo.

Porque em verdade vos digo que, até que o céu e a terra passem, nem um jota ou um til jamais passará da lei, sem que tudo seja cumprido. Mateus 5:18

Como vemos, nem um jota ou um til jamais passará da lei, sem que tudo seja cumprido.
A palavra "sem", e os sábios deste mundo concordarão com isso, está no sentido de oposição. "Sem" nesse caso tem o mesmo valor que as expressões "a mesmo que" ou "exceto que" ou "salvo que". 

 "...nem um jota ou um til jamais passará da lei, sem que tudo seja cumprido."
E Jesus cumpriu TODA a lei. Ele veio apenas para isso, para cumprir a lei, revogá-la e instituir uma nova lei, a LEI DO AMOR, a Nova Aliança, A Graça. 

E o sábado onde fica nessa história?

O SÁBADO, como toda a lei de Moisés também foi revogado. Na nova aliança não é necessário guardar o sábado. Como dito:

 E dizia-lhes: O Filho do homem é Senhor até do sábado. Lucas 6:5
 
 O próprio Jesus afirmou que o filho do homem é senhor do sábado.

Quando alguém é senhor (senhor significa "dono") de algo, quer dizer que ele manda naquele "algo". Se o filho do homem é senhor do sábado, significa que ele manda no sábado, e ele faz dele o que quiser. Quando Jesus falou sobre isso já estava ensinando a nova aliança que iria entrar em vigor logo após a sua morte.

Mas outros também podem dizer: Você disse que Jesus cumpriu toda a lei, mas e quanto ao sábado, ele não quebrou, segundo os judeus?

E aqui vamos para algo mais aprofundado, mas os que têm o Espírito entenderão. Se você chegou até aqui, significa que Deus lhe trouxe até esse texto.

A lei de Moisés incluía os mandamentos principais (10 mandamentos) e as outras leis que incluíam como os filhos de Israel iriam se comportar.  Os dois primeiros e mais importantes mandamentos da lei (que se foram incluídos na nova aliança) são:

Amar a Deus sobre todas as coisas; e ao próximo como a si mesmo.

Essas são as duas leis maiores. 

 Em Mateus, capítulo 12 Jesus é repreendido pelos Judeus porque seus discípulos estavam com fome e por essa razão colheram espigas e começaram a comer, o que não seria lícito em um sábado. 

 3 - Ele, porém, lhes disse: Não tendes lido o que fez Davi, quando teve fome, ele e os que com ele estavam?
4- Como entrou na casa de Deus, e comeu os pães da proposição, que não lhe era lícito comer, nem aos que com ele estavam, mas só aos sacerdotes?
5- Ou não tendes lido na lei que, aos sábados, os sacerdotes no templo violam o sábado, e ficam sem culpa?
6- Pois eu vos digo que está aqui quem é maior do que o templo.
7 - Mas, se vós soubésseis o que significa: Misericórdia quero, e não sacrifício, não condenaríeis os inocentes.

Naquele momento, Jesus não estava descumprindo a lei, e sim cumprindo um dos principais mandamentos da lei, O AMOR AO PRÓXIMO. E ele cita um exemplo de que algo ocorreu na época de Davi, e mesmo sendo proibido o acesso aos pães da proposição, Davi e quem com ele estava comeram os pães sem serem punidos por isso.

Nas vezes em que Jesus foi acusado de quebrar o sábado, ele estava cumprindo uma lei maior, 
Amar a Deus sobre todas as coisas; e ao próximo como a si mesmo.

 E mais uma vez, Jesus CUMPRIU toda a lei. E pelo fato de cumprir toda a lei, a lei dos profetas pôde ser revogada na sua morte, para ser estabelecida uma nova lei. A Nova Aliança, A lei de Cristo, baseada no amor a Deus e ao próximo, porque esses dois mandamentos cumprem toda a lei.

 Gálatas 5:14-15:
14 Por que toda a lei se cumpre em um só preceito a saber:
15 Amarás o teu próximo como a ti mesmo.    
                    
 Quem guarda a lei do sábado e ainda quem condena quem não guarda, além de não serem cristãos de fato pois estão voltando à lei e ignorando o sacrifício de Jesus para estabelecer uma nova aliança, ainda estão caindo no mesmo erro dos Judeus ao condenarem quem não guarda o sábado. Irmãos, quem guarda o sábado, longe está do cristianismo, pois negaram a cruz, e por querer cumprir os mandamentos da lei, se tornaram malditos. 

“De Cristo vos desligastes, vós que procurais justificar-vos na lei, da graça decaístes.”Gálatas 5:4
  e
 "Todos aqueles, pois, que são das obras da lei estão debaixo da maldição; porque está escrito: Maldito todo aquele que não permanecer em todas as coisas que estão escritas no livro da lei, para fazê-las. Gálatas 3:10

Então disse: Eis aqui venho, para fazer, ó Deus, a tua vontade. Tira o primeiro, para estabelecer o segundo. Hebreus 10:9

 Quem tem ouvidos para ouvir, ouça.
 A paz seja com todos. Amém.