Para quem tem um certo conhecimento mais aprofundado do Evangelho, sabe muito bem que o Dízimo (ou seja, 10% do que se ganha) que se cobra nas congregações não é do Cristianismo.
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De forma sucinta, citaremos aqui alguns dos motivos:
- O Dízimo é citado em Malaquias, um livro pertencente ao Antigo Testamento, logo, Antiga Aliança. O Cristianismo pertence à Nova Aliança.
- O livro de Malaquias é direcionado a Israel (contra ele) e, detalhe, não existia Igreja, uma vez que a Igreja é composta daqueles que são lavados e remidos pelo sangue de Jesus. Se Jesus não tinha vindo ainda e nem mesmo derramado o seu sangue, logo também não existia igreja.
- O dízimo só poderia ser recolhido pelos sacerdotes levitas e eles deveriam cobrar do povo de Israel. A Igreja não pode cobrar dízimo, já que não são da tribo de Levi (na verdade, nosso Rei veio da tribo de Judá) e também não tem a quem pagar dízimo, já que dentro da Igreja também não tem sacerdote levita. E até mesmo, se por um acaso, um irmão é de descendência judaica, o mesmo ao se tornar cristão deixa a Lei e passa para a Nova Aliança.
- A desculpa de que Abraão deu o dízimo e que ele é foi imposto antes da Lei também não é válida. Uma vez que o dízimo dado por Abraão nada mais é do que uma oferta de 10 por cento, já que não era lei e nem mesmo houve uma cobrança, diferente do Dízimo da Lei. Abraão deu de coração, não por obrigação.
- Em Mateus 23:23 quando Jesus dizia para cumprir a parte da lei que eles não cumpriam, sem descumprir a outra parte (no caso, o dízimo) Jesus fala aos Judeus - que estavam sob a Lei, uma vez que Jesus ainda não tinha morrido.
Essas são apenas algumas das razões pelas quais o Dízimo como obrigação que é feito hoje nas congregações não é do Cristianismo.
Mas por que mesmo que sabendo disso, muitos pastores se recusam a abolir a obrigação do Dízimo?
Bem, eu posso supor alguns motivos, e creio que esses são verdadeiros para muitos "pastores".
O primeiro motivo: Desconhecimento. Sim, muitos ainda sequer sabem disso.
O segundo motivo é o mais horrível e é bem dos falsos profetas, falsos pastores e falsos mestres. O dízimo é uma fonte de renda que satisfaz seus próprios prazeres. É com esse dinheiro que eles podem acumular riquezas fazendo exatamente o contrário do que Cristo ensina - que não devemos acumular riquezas na Terra. Eles acumulam com o dinheiro alheio.
Terceiro, o Dízimo é uma renda garantida para pagar as dívidas da congregação como água, energia, aluguel. Dívidas feitas pelos líderes e não pelos liderados, mas que têm que arcar com isso.
Sem isso, muitos teriam que viver pela fé e acreditar que seus membros ofertariam mesmo que não fossem obrigados a pagar por nada - ou seja ofertar por amor.
Obviamente, sabendo da possibilidade de no final não terem a quantia desejada, teriam que pagar do próprio bolso.
Claro que há alguns que poderiam dar a desculpa de que não tem suficiente para isso, logo, eles preferem cobrar indevidamente o dízimo e colocar o fardo pesado da Lei sobre o irmãos ao invés de abrir mão de um conforto que por quaisquer razões não podem pagar e esperar pela providência de Deus.
O quarto motivo. Medo. Sabemos que a mais alta liderança de muitas congregações no Brasil dificilmente iriam abolir o Dízimo, mesmo se soubessem a verdade. Afinal, sem dinheiro não se tem poder neste mundo. E os pastores subordinados por medo de serem expulsos, mesmo que saibam, ainda permanecem no erro.
Outro motivo é a Tradição. As pessoas cresceram e acreditaram por anos e anos nessa mentira. Elas aprenderam e sua alma absorveu a lei de que se não der o Dízimo, estariam roubando a Deus. Uma lei que foi impregnada dentro do coração e só Deus pode libertar.
É triste e vejo casos assim. Pregamos e explicamos, mostramos na Palavra, mas mesmo diante de tudo, as pessoas preferem acreditar em uma tradição e no que a maioria diz do que na Palavra.
Criticam os religiosos por seguirem tradições que não estão na bíblia, mas também seguem tradições que não estão no Cristianismo. Não somente o dízimo, como outras doutrinas de homens que foram inseridas nas congregações ditas cristãs.
Afinal, pregar contra a Lei do Dízimo é uma tarefa difícil, exige preparo e Poder de Deus, uma vez que sustenta todo um sistema, onde deixar de dar 10% do que se ganha é um grande pecado e uma grande infidelidade, até motivo para ser jogado no inferno, mas sentir inveja e falar mal dos ditos irmãos é algo que não tem nenhuma importância.
Amados, os verdadeiros peregrinos cristãos tem uma árdua luta pela frente.
A paz.